terça-feira, 25 de março de 2008

Feriado de pascoa

Feriado de pascoa - não trabalhei desde quinta-feira e milagrosamente decidi ir com meus pais pro interior. Saimos de São Paulo sexta de manhã. Descrever meu dia em Jacareí é tarefa que não exige muito, afinal o passei entre cochilos e reflexões dadaistas. Não, eu não optei por passar o dia assim, fui obrigado em razão das circunstâncias, já que meu pai ficou assistindo campeonato de sumô no canal japonês, frise-se, sem legenda, e minha mãe passou o dia rezando. Vale lembrar que meu pai não conhece uma única palavra em japonês, nem tampouco conhece as regras desta lipídica arte marcial. Haja saco!
Dá meio dia, eu estou morrendo de fome e, como sempre acontece em todas as sextas-feiras santas, não tem almoço em casa graças ao jejum de mamãe. Decidimos, então, meu pai e eu, ir ao shopping comer alguma coisa. Cerveja, medalhões de porco, cupim e a tradicional bacalhoada marcaram presença em nossa mesa. A bacalhoada que nos redime. Depois de nos refestelar-mos enquanto Jesus morria, chegamos em casa e relatamos toda a comilança, em seus pormenores, para Dona Inês. A reação de desaprovação era mais que esperada, era ansiada. Minha resposta a esta reação? Nenhuma. Pensei em dizer que a fé era dela e não minha, logo não era eu quem deveria arcar com seus ônus, mas não disse absolutamente nada. Acho que a tolerância esta folgando demais em mim.
Sábado em Jacarei. O tédio atingi níveis críticos e inacreditavelmente não estou irritado, nem distribuindo patadas, simplesmente faço minhas malas e peço ao meu pai que me leve para a rodoviária.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Falo mal mesmoooo

Meu pai sempre diz que quem ouve dos outros escuta de si, mas tem hora que é foda segurar a língua. Tem momentos que a melhor maneira de diminuir a irritação é metendo boca, falar pela s costas e deixar o veneno escorrer no canto da boca. Semana passada vivi uma dessas situações em que o alívio só vem depois de muita meteção de pau, muita falação pelas costas. A situação? Fui surpreendido com a péssima notícia da minha transfrência para a PJ da Família. Briguei com todos que julguei culpados. Fiz ainda pior - além de xingar e fazer cara feia pros culpados, não me despedi das pessoas que conviveram comigo, nos últimos 5 meses, durante o horário de trabalho. Algo perfeitamente compreesível pra alguem que adora fazer birra e não sabe encenar. Como de praxe, falei muitoo mal da minha Exxx chefe, falei mal do Assessor responsável pela minha transferência, falei mal do meu atual chefe e local de trabalho, falei do MP, do Brasil, do sistema capitalista, da vida e até do calor da Zâmbia que esta fazendo em São Paulo. O que ganhei com isso? Mas quem disse que nossas atitudes são sempre pesadas, medidas, quantificadas? Fiz o que me deu vontade de fazer. Agi como costumo agir quando me passam uma rasteira - caio de bunda e choro.